sexta-feira, 21 de maio de 2010

Uma sensação amiga retorna estes dias.
Quero ver, quero estar lá. Compartilhar com a imensa família a graça de nosso lar.
Entusiasmados, olharíamos ao redor. Tantos frutos no jardim, tantas cores no céu!
Apenas um sonho, um breve dejavú...


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Rosa


"Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas, e que não ocupavam lugar nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e já à tarde se extinguiam. Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde, e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto, tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá. Mas o arbusto logo parou de crescer, e começou então a preparar uma flor. O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de preparar-se, de preparar sua beleza, no seu verde quarto.
Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma suas pétalas. Não queria sair, como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toilette, portanto, durara dias e dias. E eis que uma bela manhã, justamete à hora do sol nascer, havia-se, afinal, mostrado."
(Antoine de Saint-Exupéry)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Reminding

E foi esta noite, na areia do tempo. No barro das estradas que eram percorridas séculos atrás. Meus pés, mais vivos do que nunca, caminhavam sentindo grão por grão. Pedras e folhas secas, gramíneas e cheiro de eucalipto.
O vento tocava meus lábios com o sabor das ervas frescas, o orvalho das pequenas plantas brilhava ao sol de céu limpo. O som das águas e das aves, dos pequenos esquilos e da Respiração Universal.
O chacoalhar das saias e das jóias, o roçar do cabelo nas bochechas quentes e rosadas. O gosto da liberdade, da juventude e da vivacidade. O prazer da paz e da busca, do encontro e da incerteza, do mistério sem temores.
Ah! Eu quase senti que estava ali novamente.
Quase beijei os céus pela dádiva da vida!

sábado, 1 de maio de 2010


"[...]Tu que fazes crescer a semente nas mulheres,
Que crias as pessoas do esperma,
Que alimentas o filho no ventre de sua mãe,
Que o acalmas para que não chore.
Tu nutriz de quem ainda está no ventre,
Que concedes o alento para fazer viver tudo o que crias.
Quando sai do ventre para respirar,
No dia do seu nascimento,
Tu lhe abres a boca para falar
E provês as suas necessidades.
Quando o pintinho está no ovo, piando na casca,
Tu ali dentro lhe dás o alento para viver.
Tu o completas para que quebre a casca
E dela sai para piar e completar-se
Caminhando com as suas duas patas quando sai dele.
Quão numerosas são as tuas obras!
Apesar de misteriosas aos olhos dos homens,
Ó, Deus único, para além de ti nenhum outro existe!
Tu criaste a terra conforme o teu desejo, quando estavas só:
Os homens, o gado, e todos os animais selvagens
Tudo o que existe sobre a terra que anda sobre seus pés
E tudo aquilo que está no céu e voa com as suas asas[...]
Tu colocaste todo homem em seu lugar
Satisfazes as suas necessidades.
Cada um com o seu alimento e com a duração do seu tempo de vida.[...]"